20091122

1997.



20091120

É como levar um estalo e pedir um prego
Ter vidros a derreter o olhar na diagonal
Pousar o pouco ar que consigo inspirar
Numa estante
Ao lado do Werther
A apanhar pó.

Ponto
A seguir
Luz e ferro
Retorcido
A subir
O sangue a escorrer-me por entre os dentes
E os pés arrefecidos pela água que corre por baixo deles
Preciso de dormir ao teu lado
Para saber que ainda me faltam anos
Fechados numa cruz
Ao contrário
Que ridículo.

Há espaço e gelo entre os nossos olhos
Parados para sempre na eterna fórmula harmónica
Do horror de ser de alguém.

20091119

Blow.


Flor.